Acho que eu nasci advogada. Sempre gostei de ler, escrever, discutir e brigar. Desde adolescente, meu pai, militar, vaticinava “essa menina vai ser advogada” (o que era um horror para ele). Iniciei sozinha minha alfabetização. Na escola meu hobby era fazer a lição de português das colegas, escrever as redações e o resumo dos livros obrigatórios para todo mundo.

Eu esperava os intervalos das aulas e corria para a biblioteca. A Irmã Inês já a esperava. Todos os dias.

Adolescente, meu vício virou os jornais. Lia todos que podia, recortava e guardava as matérias que tinham me chamado a atenção, de medo que elas fugissem. Lotei pastas e pastas de recorde de jornal.

Sempre num caminho que só podia dar na advocacia, eu tinha “pena de todo mundo”, como diziam. Bastava eu ver uma pessoa (que eu achava) injustiçada e lá estava eu brigando pela “vítima”. Parece que o tempo todo eu estava discutindo (as vezes por gosto mesmo). O prazer de ser do contra.

A soma desses ingredientes não podia dar outro resultado: em 1979, com dezesseis anos, fui aprovada para a faculdade de Direito da UFPR. Me formei em 1985. Antes mesmo de eu me formar eu já atuava em causas de indenização. A primeiro processo em que eu atuei como advogada, foi em favor da vítima num caso de atropelamento numa rua de Curitiba, com morte. Como “nada é fácil”, o réu era um juiz de direito e um figurão da cidade. Se foi por sorte ou por um bom trabalho, ou os dois, na primeira audiência consegui um excelente acordo para a família da vítima.

Desse primeiro processo de Indenização até hoje correram mais trinta anos e eu continuo fiel aos meus processos de Indenização, sempre no lado da vítima.

Hoje eu atuo no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo em centenas de processos. Já atuei mais de milhares. Sim, milhares. Desde aqueles bem pequeninhos, em geral, de Indenização por acidente de consumo até aqueles em que a Indenização ultrapassa a casa de milhões. Todos os processos sempre mereceram a mesma atenção. Não existe processo ganho nem perdido. Não existe “processo bom” nem “processo ruim” financeiramente. Existe uma pessoa que anseia por um resultado.

Em 1985 comecei minha carreira como advogada. O primeiro escritório de Curitiba totalmente especializado em Indenização.

Vamos contar agora um pouquinho da história do escritório.